Neymar pela Seleção brasileira. Foto: Brazil Photo Press/Alamy Live News
Carlo Ancelotti revelou um dos principais bastidores da vitória do Brasil sobre o Japão pelas 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026. Depois da classificação por 2 a 1, o treinador explicou que pretendia colocar Neymar ainda durante o segundo tempo. Porém, o gol de empate marcado por Casemiro fez o italiano mudar completamente seus planos.
Além disso, Ancelotti elogiou a maturidade da equipe para buscar a virada sem perder a organização tática. Segundo ele, o Brasil soube controlar a ansiedade diante de um adversário que dificultou a partida durante os 90 minutos.
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Ancelotti explica por que não colocou Neymar no segundo tempo
Após o apito final, o treinador revelou que já havia conversado com Neymar durante a partida. Isso porque inicialmente, a ideia era lançar o camisa 10 por volta dos 60 minutos. No entanto, tudo mudou depois do empate brasileiro.
“Eu estava esperando o Neymar para a prorrogação. Eu falei com ele que, se a gente não empatasse o jogo, ele ia entrar aos 60, aos 65 minutos. Mas como empatamos o jogo, eu não queria mudar a estrutura e perder o controle do jogo. Então ele ia ficar para a prorrogação.”
Segundo Ancelotti, a prioridade naquele momento era manter o equilíbrio da equipe. Dessa forma, o treinador preferiu preservar a estrutura tática que já havia colocado o Brasil novamente na partida.
Confira também a repercussão da imprensa internacional sobre a vitória brasileira.
Técnico elogia paciência da Seleção
Além de explicar a situação envolvendo Neymar, Ancelotti destacou o comportamento da equipe durante toda a partida.
Mesmo depois de sair atrás no placar, o treinador afirmou que o Brasil manteve o controle emocional e não mudou seu plano de jogo.
“A equipe não perdeu a paciência. Eu acho que o time estava bem no primeiro tempo. O jogo foi bonito. Forçamos um pouco mais de cruzamentos no segundo tempo e, no final, deu tudo certo.”
Na avaliação do italiano, a Seleção conseguiu encontrar soluções sem abrir mão da organização. Por isso, o gol de Gabriel Martinelli nos acréscimos acabou premiando uma atuação consistente ao longo dos 90 minutos.
Banco de reservas fez diferença para o Brasil
Ancelotti também destacou a qualidade do elenco brasileiro.
Segundo o treinador, a força da Seleção não está apenas entre os titulares. Para ele, o banco oferece alternativas capazes de mudar o rumo das partidas.
“Temos muitos recursos no banco e no campo. É bom que os jogadores individualmente estão em bom nível e trabalham juntos.”
O italiano ainda ressaltou que o espírito coletivo tem sido um dos pontos fortes da equipe durante a Copa do Mundo.
Técnico valoriza atuação do Japão
Apesar da classificação brasileira, Ancelotti fez questão de reconhecer a qualidade do adversário.
De acordo com o comandante, o Japão criou muitos problemas para a Seleção graças à intensidade e à organização demonstradas durante a partida.
“O Japão não é um time fácil. É um time bem organizado, muito intenso. A gente mereceu ganhar isso e isso é muito importante.”
O reconhecimento acompanha o que diversos analistas apontaram após o confronto. Mesmo eliminado, o Japão foi elogiado pela postura competitiva e esteve muito perto de levar a decisão para a prorrogação.
Brasil conhece próximo desafio na Copa
Com a vitória por 2 a 1 em Houston, o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo.
A Seleção saiu atrás após o gol de Kaishū Sano ainda no primeiro tempo. Depois, Casemiro empatou de cabeça no início da etapa final. Já nos acréscimos, Gabriel Martinelli marcou o gol da classificação.
Agora, o time de Carlo Ancelotti aguarda o vencedor de Costa do Marfim x Noruega, que se enfrentam nesta terça-feira, para conhecer seu próximo adversário no Mundial.
Depois de superar um jogo complicado diante do Japão, o treinador acredita que a classificação fortalece ainda mais a confiança do elenco para a sequência da competição.

