Julián Álvarez pela Argentina (Crédito: Tom Weller/dpa/Alamy Live News)
A final da Copa do Mundo de 2026 marcará um feito inédito para o Atlético de Madrid. O clube espanhol terá 10 jogadores em campo na decisão entre Espanha e Argentina, número que representa o maior de atletas de um mesmo clube em uma final do Mundial na era moderna.
A decisão será disputada neste domingo (19), às 16h (de Brasília), em Nova Jersey, e reforça o protagonismo do Atlético de Madrid no cenário internacional. Além disso, esta será a terceira Copa do Mundo consecutiva em que o clube lidera a lista de jogadores presentes na final.
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Atlético de Madrid terá representantes nos dois finalistas
Os 10 atletas do Atlético de Madrid estão divididos entre as duas seleções finalistas. Pela Espanha, os representantes são Álex Baena, Grimaldo, Marcos Llorente e Marc Pubill.
Já pela Argentina, o clube conta com Thiago Almada, Giuliano Simeone, Julián Alvarez, Juan Musso, Nahuel Molina e Nicolás González.
Clube lidera ranking pelo terceiro Mundial seguido
O domínio do Atlético de Madrid nas finais de Copa não é novidade. Em 2018, na decisão entre França e Croácia, o clube teve quatro representantes: Antoine Griezmann, Lucas Hernández, Thomas Lemar e Šime Vrsaljko.
Posteriormente, na final de 2022, novamente liderou a estatística, desta vez com Griezmann, pelos franceses, enfrentando os argentinos Ángel Correa, Rodrigo De Paul e Nahuel Molina.
Família Simeone vive Copa especial
Entre os representantes da Argentina, um dos destaques é Giuliano Simeone. O atacante é filho de Diego Simeone, ídolo da seleção argentina e treinador do Atlético de Madrid há 15 anos.
Durante toda a campanha da seleção na Copa, Diego Simeone foi presença constante nos camarotes dos estádios para acompanhar o desempenho do filho. Inclusive, esteve nas arquibancadas durante a semifinal contra a Inglaterra, quando Giuliano Simeone começou a partida como titular.
Além disso, outro nome importante do clube é Julián Alvarez, que também ganhou destaque durante o torneio.
Final supera recorde da era moderna
A presença de 10 jogadores do Atlético de Madrid estabelece um novo recorde na era moderna das Copas do Mundo.
Entretanto, o recorde absoluto da história continua pertencendo à Tchecoslováquia na Copa do Mundo de 1934.
Naquela final, a seleção vice-campeã contou com 11 jogadores do Slavia Praga, sendo oito titulares na decisão contra a Itália. Já os italianos tinham como base a histórica Juventus da década de 1930, com nove atletas convocados.
Aliás, naquele período, o cenário do futebol era bastante diferente do atual. As seleções eram compostas quase exclusivamente por jogadores que atuavam em clubes do próprio país. Em toda a Copa de 1934, apenas dois convocados defendiam equipes estrangeiras: o tchecoslovaco Josef Silny, que jogava na França, e o brasileiro Patesko, atacante do Nacional, do Uruguai.

