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Jornal americano propõe acabar com pênaltis após eliminações de Alemanha e Holanda

Reportagem do jornal norte-americano reuniu sugestões de seus jornalistas para substituir as disputas por pênaltis.

Por Douglas Nunes em 30/06/2026 16:21 - Atualizado há 2 horas

Goleiro paraguaio defende pênalti. Foto: Niyi Fote/TheNEWS2 via ZUMA Press Wire

As disputas por pênaltis sempre dividem opiniões no futebol. Depois das eliminações de Alemanha e Holanda na Copa do Mundo de 2026, o debate voltou a ganhar força. Nesta terça-feira (30), o The Athletic, braço esportivo do The New York Times, publicou uma reportagem propondo alternativas para decidir partidas eliminatórias sem recorrer às penalidades.

O texto reúne sugestões de jornalistas da própria redação. Algumas delas seguem uma linha mais séria e buscam incentivar o jogo ofensivo. Outras, porém, aparecem em tom bem-humorado e exploram possibilidades pouco convencionais.

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Jornal critica decisão por pênaltis

A reportagem parte da ideia de que os pênaltis podem ser um desfecho excessivamente duro para partidas equilibradas.

Segundo o The Athletic, as eliminações de Alemanha e Holanda ilustram como uma campanha inteira pode terminar por detalhes em uma disputa de cobranças, mesmo depois de 120 minutos de jogo.

Por isso, o veículo questiona se o futebol não poderia adotar formatos que valorizassem ainda mais o desempenho durante a partida.

Retorno do “gol de ouro” é uma das propostas

Uma das sugestões é resgatar o antigo sistema do “gol de ouro”. Nesse formato, as equipes disputariam tempos extras de 15 minutos. Assim que um time marcasse, a partida seria encerrada imediatamente.

Segundo o jornalista Julian McKenzie, esse modelo estimularia as equipes a buscar o ataque durante toda a prorrogação, em vez de administrar o empate pensando na disputa por pênaltis.

O “gol de ouro” foi utilizado pela FIFA entre as décadas de 1990 e 2000, mas acabou sendo abandonado após receber críticas de jogadores, treinadores e dirigentes.

Proposta reduz número de jogadores ao longo da prorrogação

Outra ideia apresentada chama atenção pelo formato diferente. O jornalista Patrick Iversen sugeriu reduzir o campo pela metade e disputar uma prorrogação em partidas de cinco contra cinco, sempre com os goleiros.

“Reduzimos o campo à metade. Jogamos 5 contra 5 (mais os goleiros), com 15 minutos para marcar. Após os 15 minutos, trocamos de lado para que todos os torcedores no estádio possam ver bem o jogo e jogamos mais 15 minutos. O placar final é o placar final. Todos estão exaustos e irritados. Dois jogadores se retiraram em protesto. Mas temos um vencedor.”

Sendo assim, caso o empate persistisse, as equipes perderiam jogadores gradualmente.

“Ainda empatado após 30 minutos? Passamos para 4 contra 3 e tentamos novamente. Ainda sem resultado? Passamos para 3 contra 2. Empate após 180 minutos? Ambas as equipes são eliminadas do torneio por incompetência.”

A proposta foi apresentada em tom descontraído, mas abriu espaço para discutir formatos mais dinâmicos para as prorrogações.

Outras sugestões incluem shootouts e cobranças de faltas

Além dessas ideias, outros jornalistas apresentaram alternativas variadas. Entre elas estão os shootouts, modelo utilizado pela antiga liga norte-americana de futebol, em que o jogador parte conduzindo a bola em direção ao goleiro antes da finalização.

Também apareceram sugestões como eliminar completamente a prorrogação e ir direto para os pênaltis, realizar disputas de faltas ou reduzir progressivamente o número de jogadores, mantendo o conceito do gol de ouro.

Debate sobre os pênaltis acompanha o futebol há décadas

A discussão sobre a melhor forma de definir partidas eliminatórias não é novidade. Ao longo da história, a FIFA já testou diferentes modelos, como o “gol de ouro” e o “gol de prata”. Nenhum deles, porém, permaneceu no regulamento.

Hoje, os pênaltis continuam sendo o método oficial para desempatar confrontos que permanecem igualados após a prorrogação. No entanto, a pauta serviu para reascender o debate sobre a melhor forma de definir o resultado após um empate.

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