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Infantino confirma debate sobre Copa do Mundo com 64 seleções

Entidade vai analisar expansão depois da final da edição 2026

Por Douglas Nunes em 12/07/2026 11:28 - Atualizado há 2 horas

Gianni Infantino, Presidente da FIFA. Foto Alamy.

A possibilidade de uma Copa do Mundo ainda maior voltou a ganhar força nos bastidores da FIFA. O presidente da entidade, Gianni Infantino, confirmou que a organização discutirá oficialmente a ampliação do torneio para 64 seleções antes da edição de 2030, reacendendo um debate que divide dirigentes de diferentes confederações.

A declaração foi dada em entrevista ao veículo suíço Bluewin e repercutida pelo The Athletic. Segundo Infantino, o tema será analisado pelos comitês da FIFA logo após o encerramento da Copa do Mundo de 2026.

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Proposta voltou à pauta da FIFA

A atual edição do Mundial já representa uma mudança histórica. Pela primeira vez, a competição reúne 48 seleções, ampliando o número de participantes em relação ao formato de 32 equipes utilizado entre 1998 e 2022.

Mesmo assim, a FIFA passou a analisar uma nova expansão. As conversas ganharam força em setembro de 2025, quando dirigentes sul-americanos apresentaram uma proposta formal para aumentar novamente o número de participantes.

Infantino confirmou que a entidade pretende avaliar o projeto nas próximas reuniões.

“É definitivamente um assunto que será examinado e discutido nos comitês relevantes após esta Copa do Mundo.”

O dirigente voltou a defender uma competição mais inclusiva e afirmou que o crescimento do nível técnico em diferentes continentes justifica o debate.

“Toda nação deve ter o direito de sonhar em participar do torneio. A qualidade das equipes é extremamente alta e está cada vez melhor em todo o mundo. Se você não der às nações menores a chance de participar, elas não terão o incentivo para continuar melhorando.”

Copa de 2030 já terá formato inédito

Mesmo sem a expansão para 64 equipes confirmada, a edição de 2030 já será diferente de todas as anteriores.

O torneio acontecerá em seis países distribuídos por três continentes. Espanha, Portugal e Marrocos receberão a maior parte das partidas, enquanto Uruguai, Argentina e Paraguai sediarão os jogos inaugurais em homenagem ao centenário da primeira Copa do Mundo, disputada em 1930.

Caso a proposta avance, o calendário precisará passar por novos ajustes, já que o número de partidas aumentaria significativamente em relação ao formato atual.

Infantino considera atual modelo um sucesso

Embora a FIFA já discuta uma nova expansão, Infantino fez questão de defender a Copa com 48 seleções.

Segundo o presidente da entidade, o novo formato atingiu os objetivos esperados e ampliou a competitividade do torneio.

“O formato com 48 equipes foi 100% um sucesso.”

A avaliação, porém, não é compartilhada por todos. Durante a Copa do Mundo, o técnico de Gana, Carlos Queiroz, criticou a ampliação e afirmou que o aumento no número de participantes reduziu o peso das Eliminatórias e tornou a competição menos exclusiva.

América do Sul lidera movimento por mais vagas

A ideia de uma Copa com 64 seleções surgiu oficialmente em março de 2025, quando o dirigente uruguaio Ignacio Alonso apresentou a proposta durante uma reunião do Conselho da FIFA.

Meses depois, o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, reforçou publicamente seu apoio ao projeto.

De acordo com o dirigente, uma edição especial com 64 seleções em 2030 teria potencial para “unir o mundo” durante a celebração dos 100 anos da Copa do Mundo.

Outro argumento utilizado pelos sul-americanos envolve a própria distribuição das sedes. Como Uruguai, Argentina e Paraguai receberão apenas uma partida cada na edição de 2030, um torneio maior permitiria que cada país organizasse uma fase de grupos completa.

UEFA e Concacaf rejeitam a proposta

Enquanto a Conmebol apoia a mudança, dirigentes europeus e norte-americanos demonstraram resistência à ideia.

O presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, classificou a expansão como uma “má ideia” e afirmou que ela reduziria a importância tanto da Copa do Mundo quanto das Eliminatórias Europeias.

Na mesma linha, Victor Montagliani, presidente da Concacaf, declarou que não considera uma Copa com 64 seleções um caminho adequado para o torneio.

Os críticos argumentam que um Mundial desse tamanho reuniria mais de um quarto das 210 seleções filiadas à FIFA. Na prática, isso diminuiria a dificuldade das classificações continentais, principalmente em regiões que já receberam um aumento expressivo no número de vagas.

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