Davide Ancelotti. Foto: Harry Langer/DeFodi Images
A eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 abriu oficialmente um novo ciclo na Seleção Brasileira. Apesar da derrota por 2 a 1 para a Noruega, a Confederação Brasileira de Futebol manteve Carlo Ancelotti no cargo e já começou a planejar a equipe para o Mundial de 2030.
Entretanto, a continuidade do treinador italiano não significa estabilidade completa. A comissão técnica sofrerá mudanças importantes, enquanto a CBF prepara uma renovação gradual do grupo de jogadores para os próximos anos.
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Davide Ancelotti deixa a Seleção para treinar o Lille
A primeira mudança já está definida. Davide Ancelotti deixará a função de auxiliar técnico da Seleção Brasileira para iniciar sua carreira como treinador principal.
O filho de Carlo Ancelotti assumirá o comando do Lille, da França, encerrando uma parceria que durou mais de uma década. Desde o início da carreira do pai, Davide participou das comissões técnicas de clubes como Bayern de Munique, Napoli, Everton e Real Madrid antes de chegar à Seleção.
Com a saída, Carlo precisará reorganizar sua equipe de trabalho para o início do novo ciclo.
Outros integrantes da comissão ainda têm futuro indefinido
Além de Davide, outros nomes importantes podem deixar a comissão técnica. Segundo o jornal espanhol As, Taffarel aparece entre os profissionais que podem encerrar seu ciclo na Seleção.
O preparador de goleiros integra a comissão da CBF desde 2014 e participou das campanhas das Copas de 2018, 2022 e 2026. Internamente, porém, há avaliações sobre a necessidade de renovar o trabalho desenvolvido na posição.
Outro nome que ainda depende de definições é Rodrigo Caetano. O coordenador da Seleção permanece sem confirmação oficial para o próximo ciclo, embora siga participando do planejamento da equipe.
CBF mantém Ancelotti para construir projeto até 2030
Apesar da eliminação precoce, a CBF decidiu manter Carlo Ancelotti no comando da Seleção. O treinador assumiu a equipe em maio de 2025, durante um ciclo marcado por instabilidade e trocas constantes de comando.
Antes da chegada do italiano, a Seleção passou por Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior. Essa sequência de mudanças coincidiu com a pior campanha brasileira na história das Eliminatórias Sul-Americanas.
Agora, a ideia da entidade é oferecer um cenário diferente. Pela primeira vez em muitos anos, o treinador terá um ciclo completo de preparação para uma Copa do Mundo, com mais tempo para implementar ideias, observar jogadores e consolidar uma base.
Renovação do elenco também deve marcar o próximo ciclo
As mudanças não devem ficar restritas à comissão técnica. A expectativa é que o Brasil passe por uma renovação gradual do elenco ao longo dos próximos quatro anos.
Jogadores como Neymar, Casemiro, Danilo, Alex Sandro, Marquinhos e Alisson dificilmente disputarão a Copa do Mundo de 2030. Ainda assim, alguns deles podem permanecer na Seleção durante parte do ciclo para facilitar a transição entre gerações.
Após a eliminação para a Noruega, o próprio Marquinhos admitiu que os atletas mais experientes precisam assumir a responsabilidade pelo resultado e ajudar na formação da próxima geração.
O que muda para a Seleção a partir de agora
A próxima Copa será disputada em Espanha, Portugal e Marrocos. Até lá, o Brasil terá um calendário completo de Eliminatórias, amistosos e competições oficiais para reconstruir a equipe.
Além disso, a saída de Davide Ancelotti representa a primeira grande alteração de um processo que tende a continuar nos próximos meses. A comissão técnica deve ganhar novos integrantes, enquanto Carlo Ancelotti inicia a montagem de um grupo mais jovem para tentar recolocar a Seleção na disputa pelo hexacampeonato em 2030.

