Home Futebol Na contramão de Ancelotti, Jorge Jesus aceita reduzir salário para assumir Portugal

Na contramão de Ancelotti, Jorge Jesus aceita reduzir salário para assumir Portugal

Técnico português está perto de fechar contrato de quatro anos com a Federação Portuguesa

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Na contramão de Ancelotti, Jorge Jesus aceita reduzir salário para assumir Portugal

Jorge Jesus deixou o Al-Nassr recentemente (Crédito: SOPA Images Limited/Alamy Live News)

Jorge Jesus está muito próximo de realizar um dos maiores objetivos da carreira. O treinador deve assumir a seleção de Portugal até a Copa do Mundo de 2030 e, para isso, aceitou uma redução salarial expressiva. A Federação Portuguesa de Futebol acelerou as negociações após a eliminação no Mundial e pretende anunciar o novo comandante ainda nesta semana.

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Além de encerrar rapidamente a busca por um substituto para Roberto Martínez, a entidade aposta na experiência de Jorge Jesus para liderar um novo ciclo. O contrato previsto terá duração de quatro anos e incluirá a Eurocopa de 2028 e a Copa do Mundo de 2030, que Portugal sediará ao lado de Espanha e Marrocos.

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Jorge Jesus abre mão de milhões para realizar um objetivo pessoal

O aspecto financeiro chamou atenção durante a negociação. Mesmo depois de receber um dos maiores salários do futebol mundial, Jorge Jesus decidiu priorizar a oportunidade de comandar sua seleção.

Segundo o jornal A Bola, o treinador receberá menos de 4 milhões de euros brutos por temporada, cerca de R$ 25,6 milhões por ano. O valor representa aproximadamente um terço do que ganhava no Al-Nassr, onde recebia perto de 12 milhões de euros anuais, equivalente a cerca de R$ 76,8 milhões.

Ainda de acordo com a publicação, a diferença financeira nunca foi um obstáculo. Pelo contrário, Jorge Jesus enxergou o convite da Federação Portuguesa como uma oportunidade única e, por isso, recusou outras propostas nas últimas semanas.

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Ancelotti recebe quase o triplo

A negociação de Jorge Jesus com Portugal segue um caminho oposto ao de Carlo Ancelotti. Enquanto o treinador português aceitou reduzir o salário para assumir a seleção de seu país, o italiano recebeu um reajuste de 20% para continuar no comando da Seleção Brasileira. Isso ocorre mesmo após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo.

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Ancelotti terá vencimentos de aproximadamente R$ 6 milhões por mês a partir da renovação contratual até 2030, o equivalente a R$ 72 milhões por ano. Portanto, quase o triplo do que Jesus receberá pela Seleção Portuguesa.

Federação Portuguesa quer iniciar imediatamente um novo ciclo

A eliminação para a Espanha nas oitavas de final acelerou os planos da Federação Portuguesa. Logo após o fim da campanha, o contrato de Roberto Martínez chegou ao fim, conforme previa a cláusula assinada entre as partes.

Dessa forma, a entidade ganhou liberdade para negociar imediatamente com Jorge Jesus. Agora, a expectativa é concluir os últimos detalhes burocráticos e oficializar o treinador antes do fim da semana.

A intenção da federação também é evitar um longo período de transição. Assim, Jorge Jesus poderá iniciar o planejamento já para os primeiros compromissos das Eliminatórias e das próximas Datas Fifa.

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Contrato mira dois dos maiores torneios da próxima década

O novo vínculo dará estabilidade ao projeto português. Se confirmar a assinatura, Jorge Jesus comandará a seleção durante toda a preparação para a Eurocopa de 2028 e para a Copa do Mundo de 2030.

A missão será especialmente importante porque Portugal disputará o Mundial em casa. Ao lado de Espanha e Marrocos, o país receberá partidas da competição e tentará conquistar o segundo grande título de sua história, depois da Euro de 2016.

Além disso, o treinador terá tempo para renovar gradualmente o elenco e administrar a transição da geração liderada por Cristiano Ronaldo para um grupo mais jovem.

Comissão técnica também começa a tomar forma

Enquanto a negociação avança, a comissão técnica já começa a ser desenhada. Segundo a imprensa portuguesa, os auxiliares João de Deus e Fábio Jesus acompanharão o treinador, assim como o preparador físico Márcio Sampaio e os analistas Rodrigo Araújo e Gil Henriques. Todos trabalham com Jorge Jesus há várias temporadas.

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Ao mesmo tempo, a Federação Portuguesa ainda avalia manter alguns profissionais da estrutura atual. Entre eles estão o ex-goleiro Ricardo, responsável pelo treinamento dos goleiros, e Ricardo Carvalho, que atua como auxiliar técnico. As conversas seguem em andamento.

O desafio muda, mas a cobrança continuará alta

Depois de construir uma carreira vitoriosa em clubes, Jorge Jesus terá pela primeira vez a responsabilidade de comandar uma seleção principal. Ao longo da trajetória, conquistou títulos nacionais em Portugal e no Brasil, além de passagens marcantes pelo futebol turco e saudita.

Agora, porém, o cenário será diferente. Em vez da rotina diária de treinamentos, o treinador precisará administrar um grupo reunido apenas em períodos curtos ao longo da temporada. Além disso, terá de preparar Portugal para disputar títulos em competições que permitem poucos erros.

Se a negociação for confirmada, Jorge Jesus iniciará um dos maiores desafios da carreira. Mais do que substituir Roberto Martínez, ele assumirá a missão de conduzir Portugal até a Copa do Mundo de 2030 e tentar aproveitar o fator casa para recolocar a seleção entre as principais forças do futebol mundial.

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